eu preciso de ti

nunca pensei vir-me a sentir como sinto por tua causa. se fosse antes de ontem passarias por mim soltarias um sorriso enorme, virias na minha direcção, agarrarias-me e irias-me contar todas as novidades. mas não foi assim, e tive tanta esperança que virias na minha direcção.. mas enganei-me, e não me abraçaste a mim como à uns tempos atrás farias. só de pensar que já não me vais ligar quando estiveres mal, não vais vir na minha direcção, nem pedir-me que vá ao portão para falar contigo, não vais contar-me as novidades e não vais dizer-me tudo aquilo que antes me virias dizer. se eu já não andava bem, agora ando mil vezes pior. lembro-me como se fosse hoje, o dia em que me ligaste a chorar, e eu larguei tudo, corri lá para cima só para estar contigo, lembro-me como se tivesse sido agora a forma como me abraçaste e choravas no meu ombro, e só de pensar que pode ter sido a última vez que me chamaste para ir ter contigo. percebo a razão pela qual me disseste tudo aquilo, todas as palavras que me magoaram e fizeram chorar, entendo que precisasses de descarregar, mas não entendi porque disseste com todas as certezas que era mesmo aquilo que me querias dizer. entendo a raiva que tens dentro de ti, entendo a tua frustração, mas não entendo como é tão fácil para ti. ando por aqui feita parva a tentar passar-me por forte, tentar andar com um sorriso na cara e bem com isto tudo, mas tudo me leva a cair e andar sem forças. à uns tempos poderia concentrar-me em ti, pois teria todas as certezas como me irias ouvir, apoiar e saber o que me dizer, mas agora as coisas tornam-se diferentes. olho em meu redor e começo a ver as coisas todas a formarem-se e eu sem me conseguir integrar e tenho a certeza que se nós hoje estivéssemos bem tu irias entender-me como uma irmã sabe tão bem fazer. aos anos que te conheço, e nunca na minha vida me passou pela cabeça que com simples palavras me deixasses da forma que deixaste. por mais que me tenhas magoado, por mais que me tenhas feito chorar, por mais que me tenhas feito ir a baixo e andar sem forças e sem o meu sorriso na cara, eu amo-te e tu és uma rapariga fantástica. eu conheço-te à imenso tempo, e desde sempre gostei de ti como ninguém, sempre foste uma miúda diferente de todas as outras, com uma capacidade diferente, com as mesmas palavras tocar de uma forma mais intensa. apesar de tudo, apesar de agora nem me falares, e de nem saber quanto mais tempo isto vai continuar, apesar de nem sequer saber se alguma vez iremos fazer as pazes e ficar como éramos, eu amo-te. ou pensas que deixei de gostar de ti?

9 comentários:

carina, disse...

força querida,

carina, disse...

de nada! e ainda bem que gostaste :)

DianaPereira* disse...

Claro que sim,vais ver (:

carina, disse...

oh tmbm és smp uma querida (;

Rízia Luiz disse...

É difícil resistir a ausência. A mudança triste de perder o que era belo.
Tudo há seu tempo.
E nessas horas queremos que ele passe, passe voando, para não sofrer.
Eu entendo.
beijos.

Vera disse...

obrigada ; D
muita força querida ,

catia gonçalves disse...

força !
adorei o teu blog (a)

carina, disse...

obrigada! as duas coisas mas é xp

Vera disse...

obrigada querida ; DD