ponto final

há uma razão para as coisas acontecerem. e era somente isso aquilo que eu queria saber. se eu agora, ao ver-te na rua, paro a olhar para ti, há uma razão. a razão é simples: tenho saudades tuas. vamos olhar para trás, Setembro de 2010. lembras-te? eu contaria-te tudo, detalhe por detalhe, a forma como aconteceu e a forma como esta amizade cresceu. em Maio, aquela festa, em Setembro, o abraço enorme que me deste no meu dia de anos, as Quintas-Feiras que ias à minha escola ter comigo, as conversas e desabafos, o cheiro do teu perfume, o teu casaco, as fotografias, os abraços que me davas e até a forma como olhavas para mim, o último dia de aulas, onde supostamente nos iria unir de novo e só estragou. lembras-te? cheguei a um ponto, deixei de acreditar. por mais palavra que te diga, textos que escreva, por mais coisas que sejam as coisas que eu te mostre, tu não mudas. custa-me saber e ouvir que mudaste. que agora só te interessas pelo teu grupo e pela opinião deles, e sabes quanto esta merda magoa? não, nem fazes bem ideia! lembraste do dia que passaste por mim e nem sequer te levantaste da tua mesa para me vires cumprimentar? sabes o estado em que me deixaste? ao contrário do que tu pensas, não foram os teus novos amigos que te apoiaram sempre, fui eu. não foram eles que te ouviram e entenderam, fui eu. não foram eles que te disseram a verdade sendo ela dura ou não, fui eu. e não fui eu que te julguei, foram eles. não fui eu que te virei costas, foram eles. não fui eu que te deixei mal, foram eles. mas tu isso esqueces e não aceitas. e sabes porquê? eu sei. porque eles são conhecidos, porque eles são os teus ídolos, porque o que tu fazes é para agrado deles. tu não eras assim. não fumavas, não bebias dessa forma, não vias só gajas à tua frente, não tinhas vergonha de mim! nem agora me poderás dizer que te virei costas, porque mesmo estando desiludida contigo desta forma, eu estive do teu lado e o que custa é que sempre fui eu a preocupar-me contigo, fui eu que procurei estar contigo, fui eu que te perguntei sempre como estavas. e tu? quando é que vieste ao meu encontro para me ajudar? quando é que me levantaste? quando é que me meteste com um sorriso na cara? quando é que deixaste de te importar com a popularidade e te preocupaste com quem realmente te apoiou sempre? nunca! e tu não eras assim. ainda tenho muito para te dizer, mas agora não consigo. as lágrimas tapam-me a vista.
pode ser que um dia leias isto. sei que nada mudará, porque quantas foram as mensagens que te enviei? mensagens sem conta alguma. mas ao menos que fique registado que nunca pensei que mudarias assim, desta forma. tenho saudades tuas.

3 comentários:

Maria Viana disse...

obrigada, sigo também :)

marianapereira disse...

obrigada (:
gostei muito, mas não sei qual dos blog's é o que mais usas *

Maria Viana disse...

nada :))