nunca mais

Naqueles dias tornaste-te alguém bastante importante, superior a muitas outras amizades, tornaste-te um mais-que-tudo. Falar contigo tornou-se essencial para mim, eu todos os dias precisava de estar contigo. Naqueles três meses seguidinhos que estive contigo eu andava tão bem e tão feliz, eu andava com um sorriso de orelha a orelha. Na colónia, logo de manhã me vinhas dar um beijinho, vinhas para a minha toalha e ficávamos a falar, almoçavas a meu lado e ficavas a aturar-me o resto da tarde. Ficavas comigo até ás duas/três horas da tarde ao lado daquele café, depois íamos para o quiosque amarelo, aturavas-me a tarde toda e ao fim da tarde levavas-me até à minha mãe, e por fim, á noite ligavas-me e falávamos até adormecermos. Passaram-se assim as duas semanas da colónia e sempre estiveste a meu lado. Deixei de ir de manhã para a praia, mas não foi por isso que nos afastamos. Acordava com uma mensagem tua, ligavas-me logo a seguir, combinávamos como seria o dia, á uma e pouco ia para a praia, encontrávamo-nos ao pé do café á entrada do cais e depois íamos para o quiosque amarelo, como já era habitual. E tornaste tudo isso essencial, marcaste aquele verão da forma, sabes disso melhor que ninguém.
Hoje decidi uma coisa, ainda gosto muito de ti, e disso sabes bem, já te tentei esquecer de todas as maneiras, já me magoaste muito. Coisas como todos os momentos que passámos, todas as coisas que me dizias, eu isso não esqueço, prometo, mas vou encerrar este assunto de vez, não vou voltar a escrever sobre ti, não vou voltar a pensar tanto em ti, és um grande amigo, isso és, mas não vou voltar a gostar tanto de ti como gostava. Apesar de tudo, eu amo-te. E estas foram as últimas palavras dirigidas a ti, estarei sempre do teu lado, continuas e continuarás sempre a ser um irmão para mim.

Beijinhos e até breve :)

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